A Corrente Oralista e a Corrente Bilíngue
- Louise Mariane
- 16 de jan.
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A corrente oralista percebe a surdez como uma deficiência que pode ser amenizada com estimulação da fala e da audição por meio da oralização, implante coclear e aparelhos auditivos. Nesta perspectiva, a pessoa surda é um paciente que necessita de reabilitação para adquirir a linguagem oralizada, acreditando que é por meio da fala que o indivíduo surdo irá desenvolver-se cognitivamente. Para o Oralismo, a educação de surdos tem como objetivo principal a inserção destes no universo majoritariamente não surdo, construindo uma identidade ouvinte, proibindo-os de utilizarem quaisquer meios de comunicação que não seja a oralização.
Para o bilinguismo a surdez é uma característica que não necessita de reabilitação, já que não é vista como uma enfermidade. Neste universo, o conceito de ser surdo diz respeito ao indivíduo que compreende o mundo por meio das experiências visuais e da língua de sinais; ainda nesta perspectiva, os sujeitos surdos são plurais e podem assumir diferentes identidades de acordo com suas experiências individuais. A perspectiva bilíngue objetiva que a educação de surdos priorize os canais visuais do indivíduo, garantindo a ele a língua de sinais como idioma de instrução e aquisição de conhecimento e que, a língua majoritária do país em que se encontra, seja ofertada como segunda língua, não numa perspectiva oral, mas sim escrita.



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